Site IG – Último
Segundo - 06 de maio de 2007
Programas de medicamentos são diferenciais no mercado
06/05 - 14:43 - Lenir Camimura - Último Segundo/Santafé
Idéias
As operadoras de planos de saúde e as empresas privadas
estão reconhecendo a importância do benefício farmacêutico. A partir de estudos
que comprovam que grande parte dos casos de internação está relacionada ao não
uso de medicação, empresas de planos estão contratando gestoras especializadas
no benefício, para atender esta necessidade, como forma de reduzir o desgaste
do usuário e a sinistralidade.
Os bons resultados do benefício
farmacêutico têm levado operadoras que possuem farmácias próprias a fecharem os
estabelecimentos e contratarem gestoras especializadas, como são as PBMs ( Pharmacy
Benefit Management), ou
Programas de Benefício de Medicamentos, como são conhecidas no Brasil.
Recentemente, por exemplo, a Unimed
Paulistana fechou suas lojas e contratou a Vidalink, empresa líder no mercado
de Gestão de Benefícios de Medicamentos, para administrar sua cobertura
farmacêutica.
O importante do benefício, segundo o
diretor executivo da Vidalink, Luis González, é o acesso facilitado ao
medicamento, isto é, quanto melhor a rede de farmácias oferecida aos
beneficiários, mais adesão o programa terá. "A operadora que oferece este
tipo de benefício a grandes empresas precisa ter em mente a questão da
acessibilidade. A rede de farmácias tem que cumprir a demanda", alertou
González, explicando, que a empresa possui mais de três mil farmácias em 24
estados.
O benefício de medicamentos, segundo
a coordenadora médica do Núcleo de Prevenção e Saúde da operadora IH Saúde,
Dra. Lílian Pinto de Carvalho, é um diferencial oferecido às empresas e que
contribui, não apenas com a melhora significativa do paciente, como também
permite o controle da sinistralidade.
A IH Saúde, operadora que trabalha
somente com planos coletivos na Bahia, possui uma farmácia própria, na qual os
usuários adquirem os medicamentos com até 50% de desconto. O benefício
oferecido pela IH Saúde faz parte do programa de prevenção oferecido pela
empresa, mas ainda opera como plano piloto da operadora.
As empresas de
planos de saúde sabem da necessidade de oferecer o medicamento, no entanto,
muitas ainda não aderem ao benefício por medo de que o governo torne a medida
obrigatória. "Identificamos uma necessidade que deveria ser suprida pelo
Estado", afirmou a coordenadora do IH Saúde.
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