INCENTIVO FISCAL ESTIMULARIA EMPREGADORES A ADOTAR - OU

AMPLIAR - SUBSIDÍO PARA MEDICAMENTOS, REVELA ESTUDO

Caso o governo viabilizasse um incentivo fiscal para medicamentos, nos mesmos moldes do PAT - Programa de Alimentação do Trabalhador, funcionários de muitas empresas teriam maior acesso a remédios e os ganhos seriam evidentes: mais qualidade de vida para os profissionais e, para as empresas, racionalização de custos, diminuição dos índices de sinistralidade e aumento da produtividade. A constatação é da Pesquisa de Benefícios em Saúde 2006, iniciativa da Vidalink em parceria com a Deloitte. Segundo o estudo, realizado com 133 companhias que, juntas, representam 15% do PIB, 83% das organizações entrevistadas já proporcionam algum tipo de assistência em medicamentos, mas apenas 32% delas subsidiam a compra, índice que se elevaria a 77% com o incentivo fiscal.

Dados do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS) dão conta de que mais de ¼ dos brasileiros utiliza serviços do sistema privado de saúde, compondo a segunda maior população do gênero no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. Segundo Luis Gonzalez, diretor executivo da Vidalink, desses cerca de 40 milhões de pessoas, 80% tem acesso à assistência médica privada por meio de um empregador. "Neste contexto, o Benefício em Medicamentos ganha uma importância singular, até porque a falta de condições financeiras para adquirir remédios põe em risco a efetividade da assistência médica, criando um círculo vicioso". Gonzalez explica: "sem o remédio, o funcionário fica mais doente, realiza novas consultas e infla os índices de sinistralidade, gerando maiores custos para a empresa. Some-se a isso o crescimento do absenteísmo e temos uma equação em que a produtividade e os resultados ficam fortemente comprometidos".

O executivo ressalta, ainda, números do CONASS - Conselho Nacional dos Secretários de Saúde quanto ao alto índice de interrupção do tratamento devido à falta de dinheiro para aquisição de remédios, realidade que atinge 51,7% dos brasileiros no geral e 60,7% se considerada apenas a região nordeste do país. "Ainda que o Governo venha implementando iniciativas como o Farmácia Popular e o Dose Certa, o que demonstra conscientização quanto às dificuldades de acesso dos cidadãos aos medicamentos, é certo que o incentivo fiscal complementaria tais esforços, favorecendo uma parcela considerável da população", avalia Gonzalez.

Abrangente, o estudo realizado pela Vidalink em parceria com a Deloitte indica também que praticamente todas as empresas consultadas (98%) oferecem planos de saúde para seus colaboradores, benefício que vem à frente de alimentação (93%), assistência em medicamentos (83%) e cobertura odontológica (77%). Outro dado relevante diz respeito ao conhecimento acerca do conceito de PBM - Programa de Benefício em Medicamentos, que cresceu 15 pontos em relação ao ano passado, saltando de 37% na primeira edição da pesquisa para 52%. Mais informações em www.vidalink.com.br/pesquisa2006.

Sobre a Deloitte - Fundada em 1845, a Deloitte é uma das maiores empresas do mundo na prestação de serviços profissionais de auditoria, consultoria tributária, consultoria em gestão de riscos empresariais, corporate finance, consultoria empresarial, outsourcing, consultoria em capital humano e consultoria atuarial. Com mais de 700 escritórios em 150 países, conta com 120.000 profissionais, sendo 2.600 no Brasil, onde está presente desde 1911. Operando em todo o país, mantém escritórios em São Paulo, Belo Horizonte, Brasília, Campinas, Curitiba, Fortaleza, Joinville, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Recife e Salvador. Mais informações em www.deloitte.com.br.

Sobre a Vidalink - Líder brasileira no mercado PBM - Programa de Benefícios em Medicamentos, a Vidalink oferece soluções customizadas que visam apoiar empresas e operadoras de saúde na maximização do retorno dos investimentos em saúde. A empresa tem como acionistas a Caremark, líder norte-americana no segmento de PBM; o Grupo Martins, maior atacadista brasileiro. Presente em 24 estados brasileiros, dispõe de rede com mais de 2 mil farmácias, oferecendo a preços diferenciados ampla gama de produtos genéricos e de marca. A carteira de clientes inclui, entre outros, Ambev, ABET - Associação Beneficente dos Empregados em Telecomunicações, Roche, Comgás e diversas Unimeds. Mais informações em www.vidalink.com.br .


 

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